Não quero lembrar das nossas brincadeiras, da sua risada, do seu sorriso, do seu jeito, nada que venha de você, porque se isso acontecer, eu vou te querer e te querer mais do que agora, e será mais difícil te esquecer.
don't panic, relax
+
Meu pai é uma pessoa genuinamente boa. Sempre me deu muito amor e carinho, sempre fez tudo o que eu pedi (erro dele). Não tinha um brinquedo que eu não pedisse e ele não desse. Meu pai daria a vida por mim e eu daria a minha por ele. É a única pessoa que amo no mundo. É calmo, não briga, não bebe, não fuma, não faz nada de errado. Meu pai é um homem honrado, de mil qualidades. Tem bom humor, me ensinou desde sempre a ser uma boa pessoa, me ensinou o que eu não sabia e reforçou o que já era sabido. Ele é tudo pra mim.
K.S

Alguém me exorciza? Gosto de ser assim não. Não mesmo. Eu sou um amor com quem (eu acho que) merece, e um horror com que não. Quantos inocentes eu já não devo ter condenado porque não fui com a cara e achei que sendo bem curta e grossa se afastariam. Nessas minhas pequenas observações, também vejo colegas que gosto fazendo a mesma coisa, só que eu níveis diferentes. Uns adulam pouco, outros mais, e outros são insuportavelmente cheira-cus.
K.S

Hoje em dia, se você não souber se relacionar e dançar conforme a música, fica pra trás, enquanto outros irão se humilhar no seu lugar. Por outro lado, se torna um mero capacho, que, talvez um dia, graças, não à você, mas ao seu grande poder de adulação, chegue a algum lugar na vida. Puxar o saco alheio só tem vantagens, minha gente. Como eu gostaria (falo muito sério) de ter esse “talento”. Acho que já estaria rica, ou, pelo menos, melhor do que agora. Mas não, eu tenho que deixar os meus impulsos gritarem e tomarem conta de mim, quase que num surto de poltergeist. Eu tenho que fechar a cara ao invés de dar aquela risadinha forçada. Eu tenho que falar que achei ruim quando deveria ter dito que ficou ótimo. Sim, ruim e não “acho que pode ficar melhor”. Se é ruim é ruim, tenta outra vez e faz direito na próxima, mas por enquanto tá uma merda. Mas a verdade, meus amigos, ela dói pra caralho e fecha mais portas que uma chave mestra.
K.S

Eu amo observar a timeline do Tumblr, posso ficar horas apenas olhando. É uma puta experiência antropológica, na qual só ganha meu destaque os incríveis puxa-sacos. Eu amo odiá-los. E, meu Deus, como tem puxa-saco no mundo. O Tumblr é apenas um lugar onde eu posso olhá-los mais de perto, quase microscopicamente. Aliás, com muitos eu me sinto literalmente uma cientista manuseando um microscópio, já que não passam de parasitas tentando se alimentar do que o outro lhe possa oferecer. Alguns até têm algum talento, mas a grande maioria é medíocre. Por isso eu não sei se o meu sentimento por estes prevalece mais como o de raiva ou pena.
K.S

Se eu pudesse dar uma dica, apenas uma dica pra você, seria: tolere desde cedo, sempre. Não faça como eu. Estou fadada a um círculo vicioso de caras feias e aborrecimentos, tudo porque não consigo conter ou esconder minha insatisfação. Não consigo, e, muitas das vezes, não quero, para que a pessoa perceba que eu detesto o que ela está fazendo e, no caso, me irritando. Desde sempre, sempre mesmo, desde criancinha, eu não tolero nada. Graças a isso, chegando hoje a minha idade adulta, aquela idade bela e marota, na qual toda falsidade deve ser usada pelo menos para não tratar as pessoas igual a lixo. Eu não consigo mais fingir sorrisinhos a quem não me agrada. No mais ameno dos casos eu dou as costas e deixo falando sozinho. No mais grave, eu só falto pular no pescoço. E não pense que eu gosto de ser assim. Eu odeio. Você tá fazendo tudo errado, mano! Já perdi as contas de quantas oportunidades de amizades, e projetos se foram, pelo simples fato de eu não conseguir segurar a minha impaciência quando o outro tem características que eu não gosto. Ah, mas nem vou me atrever a listá-las aqui, porque são tantas que eu não conseguiria citar sem utilizar um caderno de pelo menos 300 folhas. Eu não gosto, eu me afasto, eu abomino, eu crio um monstro. Eu não quero que chegue perto, eu não quero que fale comigo. Eu odeio em silêncio.
K.S

Eu nunca consegui saber diferençar o querer com não mais sentir.
- Fresno

É impressionante, né? Você está lá, todo feliz, se sentindo o máximo, você está naqueles dias onde você realmente se sente importante, especial, bonito, mas aí chega algum idiota, alguém, bem ruim, e diz que você não presta, que você é feia, que ninguém te ama e então seu dia muda de cor, tudo fica péssimo, você fica triste. Parece que é de propósito, que as pessoas querem te ver mal, porque a sua felicidade deve incomodar elas, só pode.
K.S

Não, eu não sou a menina mais bonita da sala, na verdade, eu não sou nem a menos bonita, eu simplesmente passo despercebida. Não sou magra e nem tenho cabelo liso, pelo contrário, meu cabelo raramente está bonito e eu sei que eu sou motivo de piada entre os garotos. A maioria deles falar comigo por obrigação e muitos, nem por obrigação o fazem.
K.S

Eu já deveria ter me acostumado, já deveria ter me acostumado a ser assim, excluída, sozinha. Eu já deveria ter me acostumado a chegar e ninguém reparar, eu já deveria ter me acostumado a ser invisível, transparente, apenas corpo presente. Eu sempre estou com a cabeça em outro lugar, porque não gosto de ficar pensando que não sou importante para ninguém, que ninguém se importa comigo, que ninguém sente a minha falta. Eu já deveria ter me acostumado, mas não me acostumei e isso dói e muito, dói porque eu sei que eu deveria não me importar, porque eu sei que deveria não dar atenção, mas eu não consigo e percebo como sou fraca.
K.S

Livros, livros, sempre livros. Eu posso, com certeza, afirmar que já viajei para vários lugares. Eu conheci a Rússia, Turquia, Londres, Lisboa, Mesopotâmia, Egito, Grécia, Alemanha, Dubai e todos esses lugares excêntricos. E tudo isso sem deixar o meu quarto. É incrível o que os livros podem fazer, é incrível o que eles podem ensinar, incrível também como podem te salvar da realidade catastrófica de vez em quando. Não importa se você é gordo, magro, feio, idiota, sem graça, antissocial, social demais, bobo alegre, um pouco autista, surdo, mudo, chato, enfim, nada disso importa. Os livros vão te amar e clamar por você no instante em que você os abre. Sei que isso pode soar um tanto maníaco e estranho, mas é a verdade. A paixão pelos livros não é só pelo simples fato de que ele é engraçado ou te distrai, não é só isso. A paixão pelos livros, pelo menos a paixão que eu tenho por eles, é porque eles, mais do que qualquer coisa no mundo, sabem explorar o melhor das pessoas sem pressão. A imaginação. E quando percebemos, caímos em suas frases de efeito e horas se passaram, e 59 páginas depois, você não consegue ficar sem imaginar o que vai acontecer no próximo capítulo ou então fica se perguntando por que tais coisas não acontecem com você. Ah, livros, por que são tão viciosos assim?
Autor Desconhecido.

THEME BY ©